"Mais do que ser primeiro, herói é quem sabe dar-se inteiro e dentro de si mesmo ir mais além."

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Caminhando…

Onde vais tu perguntou o caminho ao caminhante?
Vou até aonde a Vida me levar.
E para onde te leva Vida?
Para o Momento, a simplicidade, o Viver a Vida Presente e entregue ao Instante.

Mas então o tempo, o que fazes tu com ele?
Escolhi saltar fora do tempo, pois ele me distrai de Viver intensamente o Momento.

E o que têm esse Momento?
Têm a Vida, a Alegria e por fim a Sabedoria sobre o tempo.

Sobre o Tempo?
Sim, o Momento sabe como lidar com o tempo, como Observar e como utilizar os pensamentos que nos projectam para fora do Momento. Isto porque o tempo não existe para Ser vivido, mas sim para ser compreendido.

Escolho Viver o Momento, pois é nele que a Vida se encontra, fora do tempo. Não procuro o resultado fora do Momento, mas sim dentro. Contemplo o sorriso de uma Criança, o brilho no Olhar de um adulto, o raio de Sol que me visita, tudo isto e muito mais, no Momento.

Não escolho o destino, nem tão pouco a meta, todos eles estão para fora do Presente. Não escolho a chegada nem mesmo o limite, escolho o Caminho Presente este sempre Momento, é nele que Vivo o instante Mágico, que é Viver fora do Tempo.

Porque a Vida é simplesmente o Sempre Aqui e Agora, mais uma vez o Momento, onde tudo acontece. Onde a Vida se auto reconhece.

O tempo é a roupa que escolho usar, o aroma que quero experimentar, sem apego deixo-o passar, fluir como uma pena solta ao vento que em mim me visita com o seu olhar. Mas é apenas isso um pensamento que eu posso ou não acreditar, em que posso ou não escolher apoiar.
Criando assim a Vida que em mim me permitiu sonhar, voar mais alto, e com isso abraçar, imaginar e concretizar, a Vida que em mim, a Vida que “Agora” acreditou em se manifestar.

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“A vida é como uma grande corrida de bicicleta…”

"A vida é como uma grande corrida de bicicleta – cuja meta é cumprir a lenda Pessoal.

Na largada, estamos juntos – compartilhando camaradagem e entusiasmo. Mas, à medida que a corrida se desenvolve, a alegria inicial cede lugar aos verdadeiros desafios: o cansaço, a monotonia, as dúvidas sobre a própria capacidade.

Reparamos que alguns amigos desistiram do desafio – ainda estão correndo, mas apenas por que não podem parar no meio de uma estrada; eles são numerosos, pedalam ao lado do carro de apoio, conversam entre si, e cumprem uma obrigação.

Terminamos por nos distanciar deles; e então somos obrigados a enfrentar a solidão, as surpresas com as curvas desconhecidas, os problemas com a bicicleta. E, ao cabo de algum tempo, começamos a nos perguntar se vale a pena tanto esforço.

Sim, vale a pena. É só não desistir." (PAULO COELHO)


“Não deixem nada por dizer…”

Para OUVIR, VER e PENSAR…
 

"A minha vida é do tamanho dos meus sonhos."

 


Saudade…

Eu tenho saudades de tudo que marcou a minha vida!
 
Quando vejo retratos, quando sinto cheiros, quando escuto uma voz, quando me lembro do passado… eu sinto saudades…
Sinto saudades dos amigos que nunca mais vi, de pessoas com quem não mais falei ou cruzei…
Sinto saudades de minha infância, do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro, do penúltimo e daqueles que ainda vou vir a ter, se Deus quiser…
Sinto saudades do presente, que não aproveitei de todo, lembrando do passado e apostando no futuro…
Sinto saudades do futuro, que se idealizado provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser…
Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei… de quem disse que viria e nem apareceu… de quem apareceu correndo, sem me conhecer direito… de quem nunca vou ter oportunidade de conhecer.
Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito; daqueles que não tiveram como me dizer “adeus”… de gente que passou na calçada contrária da minha vida e que só enxerguei de vislumbre; de coisas que eu tive e de coisas que nem sei se existiram, mas se soubesse, decerto gostaria de experimentar…
Sinto saudades de coisas sérias, de coisas hilariantes, de casos, de experiências…
Sinto saudades dos livros que li e que me fizeram viajar, dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar, das coisas que vivi e das que deixei passar, sem curtir na totalidade, para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi…

  

Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades em Japonês, em Russo, em Italiano, em Inglês, mas que a minha saudade só fala Português, embora, lá no fundo, possa ser poliglota.
Aliás, dizem que se costuma usar sempre a língua pátria espontaneamente, quando estamos desesperados, para contar dinheiro, fazer amor e declarar sentimentos fortes, seja lá em que lugar do mundo estejamos.
Eu acredito que um simples “I miss you”, ou seja lá como possamos traduzir saudade em outra língua, nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha.
Talvez não exprima, correctamente, a imensa falta que sentimos de coisas ou pessoas queridas.
E é por isso que eu tenho mais saudades…
Porque encontrei uma palavra para usar todas as vezes em que sinto este aperto no peito, meio nostálgico, meio gostoso, mas que funciona melhor do que um sinal vital quando se quer falar de vida e de sentimentos.
Ela é a prova inequívoca de que somos sensíveis, de que amamos muito o que tivemos e lamentamos as coisas boas que perdemos ao longo da nossa existência…
 
(Maria Eugênia – Doce Deleite)
 

 

 

SENTIR SAUDADE É SINAL DE QUE SE ESTÁ VIVO!

 

 

 
 

Recordar também é VIVER…

Porque recordar é viver, HÁ QUEM VIVA PARA SEMPRE e seja GRANDE para sempre…
 

O Poder da Validação (Stephen Kanitz)

“Todos somos inseguros, sem excepção. Os super-confiantes simplesmente disfarçam melhor. Não escapam pais, professores, chefes nem colegas de trabalho. Afinal, ninguém é de ferro.

 

Insegurança é o problema humano número um.

O mundo seria muito menos neurótico, louco e agitado se fôssemos todos um pouco menos inseguros. Trabalharíamos menos, apreciaríamos mais a vida.

 

Mas como reduzir esta insegurança?

Alguns acreditam que estudando mais, ganhando mais, trabalhando mais resolveriam o problema. É um engano, por uma simples razão: segurança não depende da gente, depende dos outros. Está totalmente fora do nosso controle.

Por isso segurança nunca é conquistada definitivamente, ela é sempre temporária, efémera. Segurança depende de um processo que chamo de "validação".

 

Validar alguém seria confirmar que essa pessoa existe, que ela é real, verdadeira, que ela tem valor. Todos nós precisamos ser validados pelos outros, constantemente. Alguém tem de dizer que você é bonito ou bonita, por mais bonito ou bonita que você seja. Quem nos elogia e levanta na hora certa são os que melhor combatem a sua insegurança. Mas eles próprios precisam de validação.

 

Um simples olhar, um sorriso, uma palavra de elogio são suficientes para você validar alguém. Estamos tão preocupados com a nossa própria insegurança, que não temos tempo para validar os outros.

 

Estamos tão preocupados em mostrar que somos o "máximo", que esquecemos de dizer aos nossos amigos, filhos e cônjuges que o "máximo" são eles. “Damos graxa” a quem não gostamos, e esquecemo-nos de validar aqueles que admiramos. Por falta de validação, criamos um mundo consumista, onde se valoriza o ter e não o ser. Por falta de validação, criamos um mundo onde todos querem mostrar-se, ou dominar os outros em busca de poder.

 

Validação permite que pessoas sejam aceitas pelo que realmente são, e não pelo que gostaríamos que fossem. Mas, justamente graças à validação, elas começarão a acreditar em si mesmas e crescerão para ser o que queremos.

 

Se quisermos tornar o mundo menos inseguro e melhor, precisaremos treinar e exercitar uma nova competência: validar alguém todos os dias. Com um elogio, um sorriso, os parabéns na hora certa, um “bom trabalho”, uma salva de palmas, um beijo, um sinal de aprovação, umas flores.

 

Você já validou alguém hoje?

 

Então comece já, por mais inseguro que você esteja.”


Domingo de Páscoa…

 

É Domingo de Páscoa e vou esperar alguém ao comboio… Está um dia lindíssimo, ameno, ensolarado e muito agradável.

 

Chego à estação ferroviária de Alvega-Ortiga e não se vê vivalma. É uma estação pequena e à moda antiga, com azulejos, um típico relógio de estação, que como sempre está muito atrasado, se é que funciona de todo…Um sossego e uma tranquilidade só “perturbada” pelo chilrear dos pardais e pelos aromas primaveris que se sentem no ar.

 

Atravesso a linha para o sentido proveniente da Beira Baixa, sento-me num banco semi à sombra, semi ao sol, e pego no meu fiel companheiro de viagem, de momentos tranquilos e de pausas no meu tempo, que insisto sistematicamente em aproveitar. Abro “1 km de cada vez” e ao contrário do que é habitual, não sou transportada para fora dali… Porque ali se está demasiado bem e não quero ir para outro lado. Porque oiço uma cegonha cantar no seu ninho no alto de uma enorme chaminé de um armazém antigo. Porque fico a assistir ao seu abrir de asas imponente. Porque fico atenta aos sons circundantes que são apenas e só sons da natureza, cores e aromas do campo, Primavera que se adivinha em cada canto. E porque começo a ouvir o comboio ao longe…

 

O comboio chega, sem pressas, indolente. Não se faz anunciar, nem anuncia a sua partida. Dele não se apeiam passageiros apressados… Apenas se apeia um viajante, de bicicleta e mochila. Deixo o próximo km de leitura para uma outra pausa no meu tempo. Pego na mochila enquanto a bicicleta atravessa a linha, levada pelas mãos do seu condutor.

 

O almoço do Domingo de Páscoa é o pretexto para encostar a bicicleta e dar e receber sorrisos familiares… muitos sorrisos de cada vez.