"Mais do que ser primeiro, herói é quem sabe dar-se inteiro e dentro de si mesmo ir mais além."

Triatlo do Ribatejo

No Domingo passado, dia 21 de Março, fui "molhar os pés"… na barragem dos Patudos em Alpiarça. Foi o 1º Triatlo desta época, a excitação era enorme e bem visível nos rostos, gestos e movimentações de toda a gente, entre Santarém e Alpiarça!
 
Santarém era onde tínhamos de ir primeiro colocar o material de corrida no PT2, em zona anexa à sé. Trânsito cortado, grades, polícias, carros estacionados em 2ª fila, muita gente e muita confusão.
 
Depois era ir até Alpiarça, onde decorreria a natação na barragem dos Patudos e onde ficaria também o PT1, com as bicicletas. Mais confusão, e muita.. Acessos estreitos, estacionamentos nas bermas, quase nenhum espaço para "montar a tenda" com a tralha toda e montagem das bicicletas. Mas acho que são os nervos e excitação que ainda tornam tudo mais confuso!
 
Já não vestia o fato de neoprene desde a época passada… Uffa, que claustrofóbico, e a permanente e quase imediata vontade de ir ao WC também a não ajudar!
 
De fato vestido, toca de experimentar a água e fazer um ligeiro aquecimento. Brrrrrrr, que fria, ia-me faltando o ar! Lá me fui habituando, mas que sensação estranha, já não nadava sem ser na piscina há vários meses… O tempo para aquecer (coisa que não cheguei a sentir) foi muito curto. Mas fora de água aqueceu, e bem! Não se podia estar ao sol, de fato vestido. Ainda por cima as partidas foram desfazadas, pelo facto de se tratar de uma barragem muito pequena e o nº de participantes ser tão elevado. Primeiro saíram todos os escalões masculinos à excepção de Veteranos. Passados 10 minutos sairíam todas as participantes femininas, e a 3ª partida seria dos veteranos masculinos.
 
Mas primeiro que se entendesse quem saía primeiro e de onde, foi uma enorme confusão! Ai que nervos… Lá mandaram as meninas para dentro de água, junto da linha de partida, onde ainda tivemos de esperar paradas uns bons 8 minutos! Que frio. Soou a partida e começaram os "atopelamentos"! Fugi deles, e deixei-me seguir no meu ritmo e longe dos pontapés. Havia locais onde a água estava muito fria, e outros em que aquecia para logo voltar a esfriar, até me faltava o fôlego quando apanhava uma dessas zonas frias!
 
A transição para a bicicleta podia ter sido mais rápida, mas tinha os pés dormentes, da água fria. E pela 1ª vez decidi não calçar meias. Desatei a pedalar, para logo apanhar uma atleta dos Belenenses, fomos as 2 juntas durante o resto do segmento, em colaboração. E fomos apanhando uma data delas pelo caminho. E trouxemos todas elas atrás! Chegadas à subida a Santarém, partiu-se o grupo, com as mais fortes a conseguir escalar a bom ritmo e outras a ficarem para trás.
 
Transição atrapalhada para a corrida, apesar do bom segmento de ciclismo, mas os pés continuavam dormentes e sem sensibilidade… Comecei a correr e vi logo que ia ter dificuldades. Senti-me muito presa e os pés dormentes não ajudavam. Surpresa no percurso: quase tudo em paralelos pelo meio de Santarém! Que penoso! As miúdas que eu tinha trazido passaram-me logo ali no início, e os meus pés só normalizaram na última volta de corrida. Em contrapartida, a corrida sem meias deixou-me ambos os tornozelos (vulgo artelhos) esfolados e ensanguentados na zona de contacto com o sapato. Mas isso não me afectou, toca de correr para acabar isto!
 
Cruzada a meta, com a "claque" do TRI-FUNDÃO a incentivar, foi mais uma desafio superado e mais uns podiums para o grande Clube de Triatlo do Fundão! Excelente!
 

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