"Mais do que ser primeiro, herói é quem sabe dar-se inteiro e dentro de si mesmo ir mais além."

EcoRaid Lisboa-Mora-Évora 08

 

O Porquê do nome EcoRaid advém da utilização do traçado das chamadas EcoVias ou EcoPistas, como lhes chamam “nuestros hermanos”. Estas Ecovias não são mais do que o aproveitamento de antigas linhas ferroviárias, actualmente abandonadas, com vista à revitalização e dinamização de caminhos abertos pela via-férrea. São em geral caminhos muito bonitos, planos, de fácil acesso e sem obstáculos a quem não possua muita técnica de BTT. São ideais para passeios descontraídos ao fim de semana, em família ou não, com possível ligação a outros caminhos e outros “voos” mais técnicos ou de maior extensão, conforme os gostos de cada ciclista.

 

E foi isso que fizemos! No 1º de Maio de 2008 resolvemos fazer a ligação de BTT, em autonomia, entre Lisboa (Parque das Nações) e Mora e depois Évora, aí sim, já pela Ecovia de Évora. Até lá seguiríamos um track de GPS cedido e elaborado por amigos.

 

Inicialmente seguimos pelo Caminho de Fátima, nomeadamente até à zona de Vila Franca de Xira, onde entrávamos nos caminhos das lezírias, estradões largos e de piso propício a rolar bem. O tempo estava excelente, Primavera autêntica, a fazer lembrar as grandes Travessias de Verão que tanto gostávamos de fazer. A seguir, o caminho passou a ladear o canal do Sorraia durante uma enorme extensão, íamos sempre à beira do canal, o que se tornava muito bonito, refrescante e apelativo. Parecia outro país, devido à presença constante dos canais.

 

Chegada a hora de almoço e a fome a apertar há algum tempo, abancámos numa churrasqueira em Coruche, quase o único estabelecimento aberto que encontrámos e onde merendámos, sem propriamente almoçar.

 

Nessa altura, entrávamos num outro estradão e era sempre a rolar em plano até à zona do Couço e em diante, até chegarmos ao destino desse dia – o Parque de Campismo de Mora, mesmo adjacente ao Fluviário. O Parque era pequeno mas com excelentes condições e tranquilo. Montámos a nossa tenda (que era a estrear!!!) e vimo-nos obrigados a deslocarmo-nos de bicicleta (agora sem alforges e com roupa “civil”) até à localidade próxima de Cabeção, uns 3/4 kms mais à frente, para jantarmos, pois o Parque não dispunha de restaurante e o do Fluviário não se encontrava aberto.

 

O dia seguinte iniciou-se com a obrigatória visita (tardia, pois a instalação só abria cerca das 10h) ao Fluviário, um espaço muito agradável, com grande variedade de espécies e um ambiente muito acolhedor e simultaneamente didáctico e cativante, especialmente para os mais novos. Assim, a jornada de BTT começou já a manhã ia alta, passava das 11h da manhã. O calor já apertava e a altimetria desse dia nada tinha a ver com a do anterior, iniciando-se logo à saída do Camping com umas subidas algo íngremes e com pedra. A partir daí, o percurso era por caminhos de montado típico, largos e de óptimo piso.

 

Foram muitos kms sem qualquer povoação ou local de reabastecimento, a tal ponto que já estávamos a entrar em fraqueza, as barras já não satisfaziam e o pequeno-almoço tinha sido tomado havia demasiado tempo. Aguentámos até chegarmos a Arraiolos, onde pudemos retemperar forças, alimentarmo-nos e hidratarmos bem, devido ao calor intenso que se fazia sentir àquelas horas (muito perto das 15h) por terras do Alentejo.

 

Não saímos de Arraiolos sem antes subirmos uma inclinadíssima vereda até às muralhas do castelo, e posteriormente descido umas escadas sempre montados nas bikes!

 

Daí em diante, e já bem nutridos, a viagem desenrolou-se sem problemas de maior, marcada finalmente pela entrada na Ecovia que conduzia até Évora, a qual se revelou complicada no início, devido a uma linha de água e terrenos alagadiços, mas tendo-se depois modificado completamente para um óptimo estradão e depois com marcações estilo ciclovia numa extensão de uns 20 kms até à cidade de Évora, onde fomos novamente acampar no Camping local.

 

No dia seguinte, como se não estivéssemos minimamente cansados das pedaladas anteriores, ainda fomos fazer parte do percurso (sem alforges!) da última edição da Maratona de Évora, com o nosso amigo Carlos Borralheira! E ficámos apenas por “uma parte” que tinha justamente subidas intermináveis, duríssimas, com um calor incrível para esta época do ano, mas se calhar normal para estas zonas do Alentejo… Visita de passagem ao recinto megalítico dos Almendres, construído há 7000 anos (antes de Stonehenge) e à anta grande do Zambujeiro, provavelmente a mais alta do mundo.

 

 Domingo era dia de regressar à área metropolitana, tendo a viagem sido efectuada de comboio até à Margem Sul do Tejo.

 Mais aventuras se perfilavam nesta Primavera, e Verão! A “nova colecção” está para sair em breve, continuem ligados!

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